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Entrevista com Ana Maria Moretzsohn (3)
Patricia Oriolo: Você está escrevendo um roteiro para o cinema, fale sobre esse trabalho.
Ana Maria Moretzsohn: Eu estou aprendendo com meu filho Gustavo ( risos) que é roteirista de Ódiquê – que breve estará no circuito. Tive muito tempo esse ano e resolvi tentar coisas novas como teatro, literatura e cinema. O roteiro ainda é incipiente e o título é “Erótica”!!!
Patricia Oriolo: Que tipo de relação é ideal para você entre o ator e o autor?
Ana Maria Moretzsohn: Não sou autora que se esconde de atores. Tenho vários amigos atores. A relação boa é: eu te dou um bom personagem e você o interpreta bem.
Patricia Oriolo: Na sua avaliação a novela corre o risco de acabar?
Ana Maria Moretzsohn: Acabar nunca. Transformar-se talvez.
Patricia Oriolo: Qual é o seu processo para a criação de uma sinopse?
Ana Maria Moretzsohn: Tendo o tema, seleciono o mais importante para “vender” a história. Cada sinopse é diferente. Procuro dar à sinopse o “tom” que quero na novela.
Patricia Oriolo: Como é o seu trabalho para a adaptação de textos da literatura para a televisão?
Ana Maria Moretzsohn: Adaptação tem que ter liberdade. Fui parceira do Aguinaldo Silva na adaptação de Riacho Doce – de José Lins do Rego. Alguns críticos meteram a colher. Adaptei também Serras Azuis de Geraldo França de Lima (e mais outros dois romances). Ele era um doce. Amou a novela (morreu faz pouco, era bem velhinho) Não ligou nem um pouco (até elogiou) os “acertos” que fiz com personagens e tramas.
Patricia Oriolo: Como você acha que será o trabalho do autor na era da TV Digital?
Ana Maria Moretzsohn: Caraca!!! Não faço a mínima idéia!
Patricia Oriolo: Qual a novela que você gostaria de ter escrito e por quê?
Ana Maria Moretzsohn: Acho que Dancing Days. Entre outras coisas -- curti, adorava a história, os personagens -- porque foi quando eu meio que descobri que queria ser autora de novelas.
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