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Entrevista com José Carlos Sibila (7)
Patricia Oriolo: Dentre as suas obras gostaria que você comentasse as que gosta mais e o porquê.
José Carlos Sibila: Vou citar 3 . “Teto de Lona”, que foi montada em 1998, no Teatro Pirandello. Gosto dela, pois fala do universo de dois artistas de circo que fizeram muito sucesso no passado e hoje vivem na miséria. E o passado não é narrado, é vivido.
Eles se chamam Cha e Plin e na vida “real” são marido e mulher. Ela está morrendo e quer voltar para um teto de lona antes de morrer. É uma metáfora do artista brasileiro que tem outros empregos, como disse a autora americana lá no início da entrevista.
A outra peça que eu gosto é inédita e chama-se “Proteu”. Na mitologia Proteu era todos, menos ele mesmo. Na minha peça ele tem 5 personalidades, menos a dele mesmo. Quem sabe um dia ela seja montada.
Quem se habilita? Uma atriz e quatro atores. O terceiro trabalho é uma novela, chamada “Aquarela”. Mas acho que ninguém mais gostou. Participei com ela do concurso da Record, mas não foi aprovada e então foi descansar na gaveta.
Patricia Oriolo: Por que poesias de amor?
José Carlos Sibila: De onde você tirou isso? Eu não publiquei. Eu só escrevi por uma questão de sanidade mental. Se eu não a escrevesse... Não tem valor literário. Foi apenas um ato de auto defesa...
Patricia Oriolo: Quais são os seus projetos mais recentes?
José Carlos Sibila: São 3 e caminham juntos. Terminar o meu primeiro romance – Uma alma à procura de um corpo – Montar a peça - Proteu, com a minha companhia ATTO FALHO e ver se consigo algum recurso para a filmagem do longa Doida.
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