Psicanálise do Tipo de Personalidade
- “Personagem Pacificador”

Iniciamos este texto comentando sobre o tipo de personalidade eneagramático conhecido como Pacificador. Ele é o tipo 9 do Eneagrama e tem no seu padrão instintivo a força espiritual manifestada no mundo.

Quer dizer, por estar situado no alto da mandala de nove pontas, a sua posição é a ponta superior do chamado centro instintivo, o que favorece ao tipo Pacificador perceber o mundo e as coisas muito mais pelo corpo e pela facilidade que tem de “passear” por outros corpos e se deixar absorver pelas necessidades alheias.

Este tipo coleciona atitudes e comportamentos, cujas principais qualidades são o sossego e a inércia. Portanto, o tipo tem características de preservação de status quo, acomodação, mediação e passividade, chegando com isso às raias do bom mártir devido à mentalidade rígida, para cuja tendência inconscientemente se inclina.

Podemos observar, sob o vértice psicanalítico, que essa questão é bastante significativa: por ser o Pacificador voltado à acomodação e ao esquecimento de si próprio, os impulsos de morte (thanatos) exercem relativo predomínio nesse tipo de personalidade.

Atraído pela acomodação (nirvana) e passividade, tem fortes inclinações à desidentificação, o que facilita à absorção por outros pontos de vista. Dessa forma, o Pacificador equilibra os dois campos, interno e externo, pois, se é vítima de impulsos desmobilizadores no campo interno (narcisismo), tem grande aptidão por sentir e ver sob os olhos dos outros (social-ismo).

Interessa observar, que esses tipos eneagramáticos, não são na verdade personalidades convertidas em espécies, mais ou menos fechadas em si mesmas feito estereótipos padronizados, mas sim aspectos nos quais o “eu” se mune para defender-se num mundo material desde a tenra infância, fase na qual criou ansiedades e temores e passou a operar por fantasias inconscientes.

Depois, vieram as fases de criação, escola, aprendizado, amigos; momentos em que o Superego foi reforçado (objeto internalizado), e de acordo com esses processos, o tipo inclina-se para este ou aquele tipo de personalidade, num processo de aquisição, momento pelo qual passa a operar as suas defesas de acordo com as nuances do tipo adquirido.

No cinema, existe um conceito segundo o qual "ação é personagem", de maneira que podemos exemplificar sob a ótica do Pacifista: a ação é o que “os outros fazem” em prerrogativa ao que ele faz, porque funciona mais na “cola” de outro executante que ele propriamente. Diferentemente do que o tipo anterior ao seu, o Patrão, sugeria: “eu faço ou eu controlo”.

Como dissemos, o padrão psicológico do Pacifista está no “esquecimento de si próprio”. Então a questão dramática do Pacificador sugere a posição Hamletiana, tipo: “estou com ele (a) ou não estou com ele (a)– eis a questão”.

1 | 2 | 3

Felipe Moreno é autor e professor. Coordena o Projeto Letras Criativas destinado ao ensino e à criação de roteiros audiovisuais.

 


Registre o seu roteiro nos Estados Unidos

Código de Ética dos Roteiristas -

Direitos do Roteirista -

Guia de Registro de Roteiros
Saiba como registrar obras no Escritório de Direitos Autorais da FBN.

LEI Nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998
Lei que rege o Direito Autoral no Brasil

LEI Nº 6.533, de 24 de maio de 1978
Lei que regulamenta a profissão de Roteirista.

Lei Geral das Telecomunicações -   Posição da Associação de Roteiristas de Televisão, Cinema e Outras Mídias.

Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais e Artísticas

Direitos Autorais - Imprima ou faça o download do arquivo em html ou pdf.