Um outro mercado que começa a se aquecer no mundo todo e poderá prosperar nos próximos anos é o mercado de webtvs. No Newsworlk, um Fórum de Jornalismo que ocorreu em Barcelona, um representante da Microsoft estimou que no mundo todo serão criadas 5 milhões de webtvs nos próximos 5 anos.
Dessas imagina-se algumas terão programação extensiva, outras conteúdo mais esporádico, se aproximando dos sites de vídeos. Nos EUA já existe algumas webtvs e sites de filmes com grande número de acesso e que se auto-sustentam com grande sucesso, como o Guerilha News Network (www.gnn.tv).
No entanto, para o mercado de webtvs crescer é necessário o aumento da base de assinantes em banda larga, que no Brasil é ainda muito pequena. No entanto, esse mercado tende a crescer rapidamente. Segundo a consultoria internacional Pyramid Research o segmentos o que mais vai crescer no mercado de comunicações brasileiro entre 2004 e 2009 é o de acesso à Internet em banda larga, que crescerá 22,5%. A expectativa é de que até 2009 o Brasil alcance 5 milhões de assinantes, com mais de 80% dos acessos via ADSL.
Há hoje, no Brasil algumas experiências nesse sentido. No entanto, devido a ausência de apoio público para esses produtos as experiências são em sua maioria ligadas a grandes grupos de mídia que se preparam para serem a referencia do público no momento em que o mercado crescer. As poucas e corajosas experiências independentes (como a Alltv) tem dificuldade em se manter no mercado atual.
As webtvs são um dos principais caminhos para a democratização e diversificação da produção audiovisual. Organizações não governamentais e grupos culturais de todos os cantos do país poderão construir na web seu próprio canal de informação e entretenimento.
Elas poderão recuperar formatos inovadores e criar formatos para conteúdos segmentados ou locais. Experiências de televisões que tem uma grade próxima ao rádio (com entretenimento e serviços) podem ser recuperadas. Exemplos como o TV Mix (TV Gazeta), a City TV (de Toronto), e os primeiros anos do Canal 21 podem servir de exemplos para a criação dessas novas televisões que efetivem um projeto de programação local. Além da TV local grupos com interesses segmentados podem encontrar na web, uma forma complementar de comunicação.
Essas empresas podem ter um horizonte de auto-sustentabilidade econômica no futuro. O Guerrilha News Network atinge um público de oposição ao governo americano e se sustenta com assinantes na web, vendas de DVDs e produções eventuais de documentários para redes maiores como a HBO.
Uma renda complementar poderia vir da distribuição de conteúdos por celulares. São modelos de negócio inovadores e totalmente viáveis, que permitem que nós sonhemos com um novo campo de produção audiovisual mais diversificado e auto-sustentável.
Mas para que essas TVs independentes consigam realmente existir é fundamental que elas tenham apoio público para surgirem e se sedimentarem agora, no momento em que o mercado está crescendo.
Caso contrário, o mercado ficará todo controlado pelas grandes corporações ou pelas iniciativas independentes de retorno mais imediato, como o mercado de sites de conteúdo pornográfico, que tem sua importância econômica, mas não podem se tornar a única possibilidade comercial para os empreendedores do setor.
Por isso, para garantir a diversidade e o surgimento de novas empresas, é importante uma intervenção pública imediata, com políticas públicas que ajudem o surgimento e a sedimentação dessas novas empresas.
A alternativa ao capital corporativo é o poder do Estado agir no setor, para incentivar a diversificação cultural e o desenvolvimento econômico com distribuição de renda.
É fácil registrar um roteiro no site do Writer's Guild of America. Basta ter um cartão de crédito. Eles armazenam uma cópia em qualquer formato (doc, rtf, final draft, screenwriter, txt ou html) e geram um
recibo eletrônico com o número do seu registro.